

Fotos: Pedro David
Pedro David acompanhou a série Mostre o seu Raw e enviou para o blog o seu negativo. Como ele trabalha com filme, é o seu Raw.
Suas palavras, trocadas por e-mail:
A foto faz parte do ensaio Rota: Raiz, que desenvolvo também no Vale do Jequitinhonha desde 2004. Nas mesmas viagens que fazia para o Paisagem Submersa. É uma observação sobre a chegada maciça da globalização no Sertão. Um sertão contemporâneo…
É o negativo sim… mandei para esquentar a discução sobre o raw… negativo digital… Mexer ou não mexer no raw?
Quero dizer com ela que o negativo sempre foi manipulado ao extremo… se não manipulasse, teria que expor essa contra-imagem marron…
Dados: Yashica Mat 6×6 – Kodak Portra 800 – Nikon Super CoolScan 9000, controles zerados. A tratada: Photoshop!
Valeu Pedro!
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Fotos: Alexandre Belém
Cirque du Soleil em Fortaleza, mais fotos aqui.
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Posted by: Alexandre Belém in Paraty em Foco 2009, flickr, fotografia, fotógrafos, tags: 2009, Daniel Marenco, flickr, fotografia, grupo, paraty em foco, PEF, photography
Foto: Daniel Marenco
O Paraty em Foco deste ano já começou… Tá na rede e a participação de todos é bem vinda. O site está no ar e uma das coisas mais legais é o Flickr do Festival que estará sempre com trabalhos dos convidados e convidados dos convidados (que não estarão no Paraty). É quase que um Festival paralelo e espetacular.
Porém, o mais legal é o Grupo que foi criado. Todos estão convidados a postar as suas fotos por lá e desse grupo irá sair material para a projeção que acontecerá em uma das noites do Paraty e terá curadoria da Cia de Foto e Garapa.
Participem!
A foto que ilustra o post é do gaúcho Daniel Marenco que já está com um belo material no grupo.
Poderia escrever bem mais sobre o Festival (vem mais coisa por aí!) e falar da presença pernambucana por lá. Mas, o amigo Clicio fez um post maravilhoso no seu blog e tem uma colaboração minha por lá.
Confira aqui.
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Posted by: Alexandre Belém in fotografia, fotojornalismo, fotógrafos, pessoal, tags: fotografia, fotojornalismo, photo magazine, photography, photojournalism, revista, Walter Astrada

Sempre compro a revista Photo Magazine (e várias outras) para me situar no que o jornalismo impresso está ligado. Especialmente este mês, a Photo Magazine traz na capa um fotógrafo que admiro demais e já citei por aqui: Walter Astrada. Vale citar que a Photo tem mantido um bom nível de reportagens e matérias bem interessantes.
Para a minha surpresa, na entrevista com Astrada, o repórter cita o Olha, vê. Legal!
Para um trechinho da entrevista com Astrada, aqui.
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Hoje, morreu a bailarina alemã Pina Bausch. Juan Esteves enviou para o Olha, vê um lindo relato sobre retratos e retratados.
Foto: Juan Esteves | Pina Bausch, 1990
Juan Esteves
Já estou começando a refletir sobre meus posts de homenagem. Eles estão aumentando… O que definitivamente não é um bom sinal! Também começo a notar que em meus livros as páginas com aqueles que já se foram estão começando a emendar umas com as outras. Por exemplo, Paulo Autran está ao lado de Walter Hugo Khouri e Johnie Johnson está ao lado de Tom Jobim!
Estes retratos de Pina Bausch, foram feitos em 1990 em São Paulo e vem numa sequência: Timothy Leary, Plinio Marcos e Haroldo de Campos, todos que, infelizmente, já se foram…
Pina Bausch morreu hoje, aos 68 anos, em Wuppertal, Alemanha. Desde 1973 era diretora artística do Teatro de Dança de Wuppertal, um dos mais importantes do mundo. Segundo o jornal Deutsch Welle ela estava com câncer, e foi uma morte repentina, rápida. Foi internada há cinco dias atrás, assim que a doença foi diagnosticada.
O cineasta Win Wenders acompanhou o trabalho dela nos últimos 30 anos e estava fazendo um documentário sobre sua trupe. Curiosamente ele declarou a imprensa, aqui mesmo em São Paulo, no ano passado, que “agora não tenho mais desculpas para não fazer o filme. Ela não está ficando mais jovem, portanto, é melhor fazer logo”. O que me leva a pensar a respeito, sobre aqueles projetos que sempre adiamos, ou aquelas pessoas que precisamos visitar e que sempre adiamos também! Pelo que sei, alguém me corrija se estiver errado, ele ainda não terminou o filme!
Conheci a obra de (Philippine) Pina Bausch, através das fotos de Helmut Newton (outro maravilhoso que se foi) e nas coreografias que assisti aqui mesmo em São Paulo, extraordinárias, como extraordinária seria ela mesma! Uma pessoa incrível, com uma boa vontade do tamanho do mundo! Doce como poucas pessoas podem ser! Fui retratá-la como o amigo e jornalista Antonio Gonçalves Filho. Ampliei as imagens na redação, e como muitas vezes acontecia, fiz uma cópia a mais para ele! (sim… era o tempo de cópias fotográficas) “Toninho” como o chamo, foi reencontrá-la um tempo depois, e levou uma cópia minha (e a dele) para ela autografar! Imagem que eu reproduzo agora, juntamente com aquela que está no meu primeiro livro, “55 Portraits”.
Em “Presença” – minha última publicação, com artistas plásticos – muitos dos retratados foram fotografados com mais de 70 anos. Alguns com mais de 80! Um deles, que já se foi, o querido gravador Odetto Guersoni, me alertou durante alguns anos, para “correr” e fotografá-los a tempo! “Deixe os mais novos para depois… Corra, porque muitos mais velhos não vão durar para sempre”, dizia ele brincando, mas com tom profético. E, não estão mesmo! E o que é pior, como a Pina Bausch, estas pessoas maravilhosas que povoaram minha vida profissional e pessoal, estão indo embora e deixando poucos, se não, nenhum herdeiro.
Autógrafos em livros tenho muitíssimos! Mas pouquíssimas vezes pedi um autógrafo a alguém numa fotografia, pois sempre me bastou ter a imagem comigo, as memórias daqueles momentos… Pina foi uma delas, e agora penso… Deveria ter feito isso com outros… Agora penso… Que esta imagem há muito deveria estar emoldurada, exposta junto com outros retratos tão queridos…
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Foto: Oswaldo Rivas/Reuters
Cobrir a confusão lá em Honduras não tá fácil. O fotógrafo Dario Lopez-Mills, da AP, está tendo bastante trabalho.
Detalhes e galeria de fotos aqui.
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Fotos: Richard Nicholson
Estava no Google procurando uma imagem de laboratório para ilustrar o post Mostre o seu Raw | Parte 2 e esbarrei nestas fotos. Para a minha surpresa (e satisfação), é um trabalho show de bola feito pelo fotógrafo Richard Nicholson. Ele fotografou os últimos laboratórios fotográficos de Londres. Achei um importante registro histórico e documental.
Para ver todo o ensaio, aqui.
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Posted by: Alexandre Belém in artigos, fotografia, fotojornalismo, fotógrafos, tags: artigo, fotografia, fotojornalismo, Gil Passarelli, José Sarney, juan esteves, photography, photojournalism, texto
Uma colaboração do fotógrafo Juan Esteves para o Olha, vê. Um texto que ele recorda pessoas, fatos e fala de fotografia.
Foto: Juan Esteves | José Sarney, 1990
Bye-Bye Sarney (ou saudade do mestre Gil Passarelli)
Juan Esteves
Tenho um amigo que não é fotógrafo, nem jornalista (coisa rara para um fotojornalista) que diz que o bom de envelhecer é que acumulamos muitas coisas na vida. O ruim, é que esquecemos onde as colocamos! Pois é, passei esta semana procurando esta imagem de José Sarney, (feita durante a posse de Fernando Collor em Brasília, em 1990) em caixas e mais caixas onde guardo prints remanescentes do meu trabalho como fotojornalista diário. Vez ou outra sou impelido profissionalmente ou nostalgicamente a uma busca atrás desta ou daquela imagem, que lá no fundo da minha já decadente memória acho que fiz. Algumas vezes, talvez, imagino que fiz!
Alguns anos antes de deixar o jornal, cerca de 4 anos, comecei a fazer uma coisa de louco. Fotografava para mim e para o jornal simultaneamente! Insano mesmo! Usava a câmera do jornal para cor, e a minha M6 para P&B. Bom desnecessário dizer que as vezes o privilégio era para uma só, e creio que era mesmo para o P&B, minha paixão que não acaba. O transtorno vinha junto. Não se pensa em cor e P&B da mesma maneira. Para mim são duas linguagens muito diferentes. Mas eu me desdobrava em dois, pensava como dois, e dividia meu tempo em dois, tentando fazer isso!
Não que uma maneira seja melhor que a outra, mas são diferentes. Também não tenho nenhum preconceito com a cor, e acredito piamente nas palavras de Edward Weston que dizia que o preconceito dos fotógrafos em relação a cor é não pensarem nela como forma. Mas através dela é possível dizer coisas que são impossíveis em preto e branco. Li isso quando nem mesmo tinha uma câmera e ainda hoje penso nisso. Nesta época acabei virando uma espécie esquisita na redação: aquela do fotógrafo que possui o próprio arquivo. Hoje talvez, com a maioria dos fotógrafos sendo colaboradores e trabalhando com mídia digital, talvez não tenha muito significado, mas naquela época tinha e muito.
Em 1985 “meu colega de redação”, o grande fotógrafo Gil Passarelli, o famoso “Gil Papá” estava comemorando 50 anos de fotografia! 50 anos de trabalho em qualquer lugar do mundo é motivo de uma super festa! Aqui, no Brasil, deveria ser mais importante ainda! Gil vinha desde os Diários Associados! Tinha passado pelos grandes eventos de décadas! Já era uma lenda viva, mas não titubeava em compartilhar conosco, pobres iniciantes, suas enormes experiências. Suas histórias fascinantes preenchiam os sonhos de qualquer um, como eu, que queria ser um “fotojornalista”!
Numa antiga revista Atualidades Cinótica, tem lá uma foto dele, em 1945, recebendo o novíssimo kit dos fotógrafos! A sensacional Speed graphic! 4X5″. Pois é, há quem ainda use esta bela câmera, mas Gil Papá morreu há alguns anos. Naquela época, ele foi homenageado: Ganhou um sensacional folder de 6 páginas, pequeno e mal impresso, com algumas de suas poucas imagens históricas sobreviventes de um magnífico arquivo, que não foi preservado pela direção da empresa em que trabalhava. Creio que era no máximo umas 10 imagens! No instante que vi a “homenagem” pensei comigo, acho melhor eu cuidar do meu trabalho!
Além de obviamente o arquivo ser uma fonte de renda, permite que a gente tenha nossa própria memória preservada. E, nestes dias nefastos, quando a classe política nos insulta sem pena alguma, recorro as imagens guardadas em caixas e arquivos. Passei a semana lendo textos e mais textos, um melhor que o outro narrando nossa desventura de ter políticos indecentes. Quando pensamos que chegamos ao fundo do poço, eles conseguem cavar mais fundo e prosseguem com a infâmia. Vergonha se tornou uma palavra inexistente no vocabulário deles, e a afronta ao cidadão brasileiro se tornou uma coisa corriqueira. Por vezes pensei em me manifestar, as vezes recorto textos, e indignado envio aos amigos, contudo… a fotografia está sempre aqui…
Esta imagem da despedida do José Sarney para mim era emblemática. Em 1990, parecia ser o fim de uma época nefasta de alguém que tinha subido ao poder indiretamente, usado e abusado de suas benesses, e que felizmente ia ser substituído. Não me lembro exatamente como fiz, pois estava também fotografando o outro: aquele que estava chegando, Fernando Collor. Felizmente com este nem mesmo cheguei a ter a inocência de achar que seria melhor que seu antecessor, e a história comprovou isso. Mas a história também prega peças na gente, e eis que o mesmo Sarney retorna, usa e abusa das benesses, again, e mais uma vez, again, está em vias de ser expelido! Não mais com esse sorriso na foto, como a pensar: Não sejam otários, eu voltarei! Mas como um tumor em estado terminal que deve ser extirpado.
A diferença daqueles tempos para hoje é que um certo candidato derrotado, naqueles dias, teria pensado da mesma maneira que eu. No entanto, cumprindo seu segundo mandato, usando e abusando das benesses, again and again, sempre usando das benesses, sai em defesa do que hoje, esse já doente senador, como os encarquilhados de Roma, representa: a podridão institucional brasileira. Contudo, Oxalá! Como diria Verger, este adeus, registrado há quase 20 anos se repita! Oxalá, que seja em breve!
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Posted by: Alexandre Belém in artigos, blogs, fotografia, tags: blog, body, corpo, fotografia, georgia quintas, photography, portrait, retrato
Evelyn Nesbit, 1903
Foto: Gertrude Käsebier (1852-1934)
Um belo texto sobre fotografia, retrato e corpo pode ser conferido no blog de Georgia Quintas.
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Posted by: Alexandre Belém in fotografia, fotojornalismo, fotógrafos, tags: fotografia, fotojornalismo, jornal, Michele McNally, newspaper, NYT, photography, photojournalism, Talk to the Newsroom, The New York Times
Michele McNally (2004)
Foto: Beth Reynolds
Um iniciativa legal do The New York Times é a seção “Talk to the Newsroom”. Traduzindo, É meio que converse com a redação. Já tinha lido uma entrevista com Michele McNally em 2006 e saiu outra agora. McNally é Assistant Managing Editor do The Times. Efetivamente, ela é quem gerencia a Editoria de Fotografia do jornal.
O Talk to the Newsroom é no estilo pergunta e reposta com membros do jornal. Um canal com o leitor.
Imperdível e bastante interessante. McNally fala de multimídia, crop, agências, metadados, etc, etc… Não percam detalhes como por exemplo: o fotógrafo Bill Cunningham que só fotografa com filme numa Nikon FM2. A brand do jornal é Canon, porém, eles tem Nikon D3, Leica, Mamiya, etc. Como ela fala: “they will use whatever camera and lens they feel will get the best result”.
Outra coisa que achei legal foi ela dizer que edita as fotos com o modesto e competente Photo Mechanic. Eu também!
Para a entrevista, aqui. Para a entrevista de 2006, aqui.
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