01 July 2008 ~ 9 Comments

Entrevistando | Cia de Foto

[ QUEM ] Cia de Foto.

[ ONDE ] Pinheiros, São Paulo.

[ PORQUE ] Pessoalmente, da Cia de Foto, conheço Pio. Gente boa. Conheci começando na fotografia e era bastante instigado. Saiu do Recife para ralar em São Paulo. Se bem me lembro, passou pela IstoÉ Gente e pelo Valor Econômico, jornal que formou uma galera muito boa. Agora, Pio Figueiroa, junto com o Rafael Jacinto e João Kehl vem e chacoalha a fotografia brasileira com a Cia de Foto. A Cia sai da mesmice, traz coisas novas. Nesta entrevista, eles não titubeiam e afirmam as suas convicções sobre uma coisa que elas sacam bem: fotografia.

João, Ênio, Jéssica (sentada), Déborah (camisa azul), Pio, Alexia, Rafael e Carol (óculos)

“A CIA DE FOTO surgiu em 2003. Um ambiente de produção fotográfica dinâmico, criativo e sustentável. Nossa prioridade são temas propostos pela própria CIA. Ensaios fotográficos que, através de novas mídias e suportes, disponibilizamos para fins comerciais ou de entretenimento.

Um acervo de 150 mil imagens.

Tudo que se faz aqui tem um olhar coletivo. O nosso maior objetivo é garantir uma produção documental que dialogue com trabalhos além das nossas fronteiras e expectativas”.

Participações em exposições e festivais:

2008 – Slideluck Potshow – Projeção de fotos em Nova York (EUA); FestFotoPoa (Porto Alegre); Itaú Cultural – Exposição individual / Portfólio (Recife); Clube de Colecionadores do MAM (São Paulo); Exposição Laberinto de Miradas (México); Exposição Sutil Violento (Chile).

2007 – The Jakarta International Photo Summit (Indonésia); PhotoQuai, Bienal de Fotografia (Paris); Casas do Brasil – Museu da Casa Brasileira (São Paulo); Semana de Fotografia Fnac/Fotosite (São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba); Wolrd Press Photo – Exposição itinerante em 85 cidades do mundo; Projeto Urban Space (Nova York); Volta ao mundo em 80 fotografias, representante do Brasil (Die Zeit, Alemanha); Paço Imperial – A Imagem do Som do Samba (Rio de Janeiro); MIS – Exposição coletiva sobre o Carnaval carioca (São Paulo); Itaú Cultural – Exposição Individual / Portfólio (São Paulo).

2006 – Semana de Fotografia Fnac/Fotosite (São Paulo); Festival Rencontres D’Arles (Arles, França).

Site: http://www.ciadefoto.com.br

Flickr: http://www.flickr.com/photos/ciadefoto

* A partir desta entrevista, algumas perguntas serão repetidas para diferentes entrevistados. Com isso, poderemos ter várias opiniões e traçar um panorama partindo de vários olhares.

Abaixo, algumas fotos e a entrevista.

Escada do Edifício Prestes Maia | Ensaio 911 | 2006

Moradora do Edifício Prestes Maia | Ensaio 911 | 2006

Garrido, natural de Olinda, Pernambuco | Ensaio BOXE | 2006

Série de auto-retratos da intimidade | Ensaio CAIXA DE SAPATO | 2008

Série de auto-retratos da intimidade | Ensaio CAIXA DE SAPATO | 2008

A idéia do coletivo teve origem onde? Antigas agências brasileiras, como a F4 e outras, tiveram alguma influência?

Não existiu uma influência direta. Tivemos exemplos como o Fotosite que nos ensinou muito sobre convivência e gestão. A Lumiar e a F4 também foram organizações instrumentadoras de uma viabilização comercial. Uma turma que nos deu ferramentas para um belo começo. O que houve, além disso, foram outros movimentos coletivos menos institucionais: Exemplos de convivências mais informais como a de Mario Cravo Neto e Miguel Rio Branco, fotografando juntos a Bahia no final da década de 70. Isso foi tão bom que nossa geração ainda não se deu conta. E eles fotografaram juntos.

Então, as Agências que você citou, foram muito presente no nosso início e ansiedade comercial. Hoje em dia, o que nos influencia são grupos como Superflex, da Dinamarca ou Useful Photography da Holanda. São influências mais ligadas a conceitos de criação.

O individualismo, inerente ao fotógrafo, foi posto de lado com o crédito coletivo. Assumir essa postura trouxe algum tipo de desgaste ou prejuízo?

Difícil dizer, porque na verdade o que alimentou nosso modelo foram os sucessos. A Cia só não foi bem aceita por fotógrafos que prezam por modelos mais conservadores. A gente tem aqui dentro um individualismo muito forte. Aliás, um coletivo é vivo quando isso acontece. Quando alguém se anula, o grupo sente. E o pau come! Mas essas questões são negociadas diariamente.

Hoje dá para te dizer que a Cia preza muito mais pela permanência do coletivo do que qualquer outra coisa. Somos hedonistas. Nosso maior objetivo é uma vida tranqüila no bairro de Pinheiros. E essa vida levada na fotografia. Em todo tempo da Cia, fomos atrás de mercados que não estavam preocupados com isso, como o mercado editorial internacional ou de Branding no Brasil. O mercado de artes visuais, como outro exemplo, se interessa muito pelo processo coletivo. Isso foi uma descoberta incrível para gente.

Existe uma história legal de registrar: A Coleção Masp-Pirelli de 2006 nos chamou para fazer parte do acervo. Eles impuseram a condição de abrirmos a autoria individual das imagens. Nós recusamos e saímos da seleção. Hoje essa história é pública e uma espécie de mérito, mas incomodou muito na época.

O coletivo Cia de Foto conseguiu um reconhecimento e prestígio em pouco tempo. Teve um momento que vocês sentiram que a coisa tava decolando?

Na verdade, o reconhecimento de um fotógrafo em início de carreira é muito mais rápido do que o tempo que a Cia levou para ser reconhecida como um grupo. Teve uma fase, por exemplo, que éramos um lugar onde tinha bons fotógrafos. Mas ainda não um grupo. Hoje podemos afirmar que a Cia de Foto é maior que a gente, que já tem uma “cara”, um jeito de trabalhar, uma postura em relação ao mercado. Mas não achamos que foi tão rápido. Tivemos que aprender a cuidar da empresa, fotografar mais, ter funcionários, obrigações. É um dia-a-dia muito intenso.Somos felizes com alguns resultados e com o nosso treino diário na linguagem. Estamos numa boa fase!

O João ter ganhado o World Press Photo 2007 na categoria “Ensaio de Esporte” mudou alguma coisa?

Mudou. Foi uma conquista. Um passo muito bom para gente. O ensaio do Boxing começou antes: João foi formado dentro da Cia. O Joop Swart Masterclass foi a primeira conquista desse processo que deu no World Press Photo Contest.

Foi uma fase muito legal em que João estava devorando tudo. Experimentando sem dó nem formatação de mercado algum. O tema que o Joop Swart propôs foi Risk. E daí ele bancou a idéia de que seria um ensaio feito no risco: ISO 1600, foto em 1/15 segundos com f 3.5. O primeiro contato com Garrido, olindense personagem do ensaio, foi feito duas semanas antes do prazo de entrega.

Então foi tudo muito legal. E no extremo. A gente pirou e fez virar. Foi assim. O prêmio veio quando todos os prazeres do ensaio já haviam sido garantidos. Foi um extra para lá de bem vindo. Um grande resultado foi o network internacional. Aumentou muito de uma hora para outra. Daí teve um monte de coisas bacanas para o grupo. João foi convidado meses depois para trabalhar na Europa. Ele viveu esse processo de um jeito muito pessoal. Chegou a viajar para lá onde foi bombardeado de propostas. Decidiu por fim continuar no projeto e aí veio a melhor parte desse prêmio que foi uma baita estima para Cia de Foto.

Hoje o Boxing é somente um dos ensaios que tiveram sucesso. Tem trabalhos bem fortes em resultados aqui dentro. O próprio João foi um dia desses fotografar uma mineradora para Time Magazine que foi tão comemorado que nos jogaram na home com uma chamada “Cia de Foto for Time“.

A exposição fruto do projeto Portfólio do curador Eduardo Brandão não tem ampliações fotográficas. São utilizados slideshows, telas, etc. O formato da exposição tradicional está desgastado?

Estaria desgastado se encararmos como uma regra que diz “expor é por cópias nas paredes”. Isso não pode existir. Na exposição Portfólio, são mais de 700 imagens. Se a nossa produção é de certa forma, muito dinâmica, temos que ser coerentes na hora de mostrar. Não existem regras e nos identificamos com o formato que você viu. O que é interessante é termos consciência desses formatos. O mercado de artes, por exemplo, se apropria da forma que vende gravuras para institucionalizar vendas de fotografias. Só compram sua foto se transformada em um objeto seriado. No caso, uma cópia com tiragem determinada. É uma forma, mas se só existir essa, é pobre.

O Photobook, por exemplo, é outra coisa a se pensar: hoje em dia paira nos fotógrafos a idéia de que um livro é um marco na carreira. Parece um instrumento de emancipação. O livro foi inventado como suporte na fotografia pela inglesa Anna Atkins (impressões em cianotipia, 1843-53), que fotografava plantas e achou nesse suporte a melhor forma de catalogação. Simples assim. A Cia adora livros e investimos muito numa biblioteca própria. Mas não aceitamos o uso que o mercado faz desse suporte. Isso é só um exemplo para ilustrar que não existem fórmulas desgastadas, mas existe uma vital necessidade de novas formas de se mostrar e consumir fotografias. Até porque precisamos criar públicos, concorda?

O mesmo Eduardo Brandão, curador e proprietário da Galeria Vermelho (SP), recentemente falou em uma palestra no Recife que a fotografia digital mudou tudo. A fotografia analógica era uma coisa física e o digital “é conceito”. A coisa é simples assim? Com uma máquina analógica qualquer e um filme p&b o conceito não pode “aparecer” do mesmo jeito?

O digital nos libera do equipamento. Achamos que esse é o ponto. Estamos falando de uma ferramenta muito mais competente e evoluída. Fotometrar por exemplo. Até pouco tempo isso acontecia através de um processo mecânico com diafragmas e obturadores. Os fotógrafos operavam essa relação de forma muito simples. Daí, com um pouco mais de tempo, começaram a não mais pensar nessa relação mecânica e enxergar a luz com uma matéria. “A luz é como água”.

É um passo que se dá quando a máquina passa a ser confortável nas mãos. Quando se opera uma idéia e não mais um equipamento. Daí a fotometria passa a ser você pegar essa luz, que vem do objeto fotografado, organizá-la em um feixo e imprimi-la. Então, fotometrar passa a ser a organização, a formação desse feixo. Deixa de ser uma relação mecânica entre diafragma e obturador. Isso já é uma demonstração de passos que você dá no domínio da ferramenta que você usa para fazer fotografia.

As máquinas digitais hoje em dia trazem repertórios de fotometragem. O que acontece no mundo binário é, por exemplo, termos uma máquina que sabe como reagir a uma mesma intensidade de luz em ambientes diferentes. Elas tem memória. As máquinas passaram a ser complexas. Isso tudo nos leva para idéia de que se tendo tecnologias mais inteligentes, libera-se o fotógrafo a trabalhar mais na idéia, na linguagem.

O que achamos [que Edu critica], é um sentimento que ele tem que a fotografia brasileira ainda é muito presa a ferramenta. Uma das mais importantes fotógrafas da Galeria dele é Rosângela Rennó, que nem sequer opera uma câmera.

A Cia de Foto vem dando um fôlego novo na fotografia brasileira. Vocês fazem um fotojornalismo e fotodocumentarismo misturado com fotografia contemporânea… Vocês acham legal estas denominações?

Uma questão que movimenta a Cia é: para que fotografamos? Na curadoria que faremos da próxima Semana de Fotografia aqui de São Paulo, a questão em jogo será: “Fim ou por fim”. Via de regra, na terminologia filosófica, este vocábulo não designa apenas um termo, o último de uma série, mas aquilo pelo qual alguma coisa existe ou se faz. Que fim tem a fotografia? “O que achamos legal é saber como se usa fotografias. Que finalidade se dá a elas. Acho que é mais isso do que as classificações.

Por afetividade, podemos te dizer que somos fotojornalistas. Mas um ponto legal de falar é que acreditamos muito na representação. Para Cia, a fotografia de instantâneo não existe, ela é sempre mediada. O que fazemos como fotojornalistas é sempre uma representação. Um ensaio.

E qual a opinião de vocês sobre o fotojornalismo brasileiro atual. Aquele das redações de jornais e revistas.

Estão muito fracos. É uma fase chata para o nosso fotojornalismo. As empresas pararam de investir na fotografia e o que se tem são produções burocráticas, sem reciclagem, sem público e sem interação com outros meios. O fotojornalismo brasileiro não cria e repete fórmulas. É triste para linguagem. A gente tem uma relação suspeita com o mercado editorial brasileiro, pois saímos dele há muito pouco tempo. Ainda não temos uma opinião madura.

Mas há um sentimento de muito recalque, de uma prática e uma carga de trabalho muito violenta e uma conseqüente acomodação numa rotina pouco instigante. No caso aqui de São Paulo, por exemplo, todos os chefes de equipes de todos os veículos impressos, são burocratas e maus fotógrafos. Isso garante o fraco resultado. Carla Romero é um diferencial de idéia e pesquisa do mercado daqui. Um projeto acertado e que tem nossa torcida.

Pio e Rafael vieram do Valor Econômico que foi um jornal inovador. Mesmo falando de economia, a fotografia teve um papel fundamental e formou muita gente boa. No Brasil, o jornal ainda é um celeiro de grandes fotógrafos?

Não achamos mais. Os jornais não pegam ninguém para formar, pegam para formatar. É pobre a relação. Acho que último exemplo de um trabalho legal em um Jornal que acompanhamos, foi Leonardo Wen na Folha de São Paulo. Mas ele foi muito massacrado e depois de muito sofrimento, fugiu para um mestrado em Londres.

O Valor foi muito bom no primeiro ano, quando houve uma necessidade de criação. Depois desse primeiro momento, instrumentalizaram um jeito de fotografar e contrataram novatos para reproduzir. Não vem mais novidade de lá há anos. Infelizmente, pois era um lugar que pagava bem e abria espaço para opiniões de fotógrafos. Isso tem a ver com mudanças mais estruturais como a saída na época de Carlos Eduardo Lins da Silva, atual ombudsman da Folha de São Paulo. O Valor perdeu muito em sofisticação e a fotografia foi a primeira a sentir isso. Acreditamos que o inverso deva ser praticado. As universidades devem ser celeiros não os jornais. O mercado tem que valorizar mais as faculdades de fotografia. Isso iria melhorar muito o desenvolvimento da linguagem.

Paralelamente ao fato de vocês não creditarem ao fotógrafo e sim para o coletivo, as imagens da Cia de Foto já tem uma identidade e dispensam o crédito. Alguns fotógrafos criaram uma estética tão própria que a assinatura está na luz, na composição, etc. Lembro de David La Chapelle e Walter Firmo. A Cia de Foto criou uma estética própria? Subexposição, tons de pele, uma paleta de cores bem uniforme. É proposital?

A gente fotografa valorizando a luz natural, com máquinas pequenas e lentes fixas. Nosso trabalho na maioria das vezes é feito com um [Canon] 5D e uma lente 35mm. Temos uma cultura de fotografar através do histograma. O que captamos em campo geralmente são imagens com exposições médias. Prezamos por uma matriz com informação em todos os tons. Na pós-produção a gente fecha a alta luz e vai abrindo aéreas de interesse na imagem.

A idéia é criar uma narrativa na foto. Tentamos construir um enredo de apreensão. Isso de certa forma criou um jeito, uma assinatura. Hoje quem responde por nossa pós-produção é Carol, que também é formada aqui. Mas a gente pratica muito. Todos na Cia vivem no Photoshop. É quase uma doença. Essa assinatura é proposital, mas sobretudo experimental.

Atualmente, o que lhes chamam atenção na fotografia? Quais fotógrafos vocês destacariam?

Para Cia uma base de referência de produção contemporânea é a Photographers Gallery em Londres e o Foam Museum em Amsterdã.

Mas, para individualizarmos um pouco:

Rafael Jacinto: Hans Aarsman, holandês, integrante do grupo/publicação Useful Photography; Philip-Lorca diCorcia, que “conversa” com a CIA de longe e sempre aparece com algo questionador; Paul Graham, que questiona fronteiras na fotografia com trabalhos como American Night e o mais novo, A Shimmer of Possibility, que inova o livro de fotografia e conta histórias do cotidiano.

Pio Figueiroa: Taryn Simon, americana de 33 anos, autora do ensaio: An America Index of the Hidden Unfamiliar ; Joachim Schmid, fotógrafo baseado em Berlim, trabalha com apropriação de imagens; João Castilho, de Belo Horizonte, Minas Gerais; Francesca Woodman, que se matou com 22 anos, em 1981.

João Kehl: Gregory Crewdson, americano, com um trabalho de destaque, Twilight; Sally Man, americana autora do trabalho Immediate Family e Antoine Dágata, da Magnum e toda sua obra.

  • Share/Bookmark

9 Responses to “Entrevistando | Cia de Foto”

  1. Nathalie Gingold 1 July 2008 at 11:05 pm Permalink

    Parabéns pela entrevista,mto boa mesmo!
    Sem falar nas fotos apresentadas, me passam uma força mto grande…uma expressividade além da lente.
    bjus

    Nathalie G.

    Http://agrandegaia.wordpress.com

  2. daniarrais 2 July 2008 at 12:30 pm Permalink

    muito boa a entrevista, belém! gosto muito do trabalho da cia =) =*

  3. ivi 2 July 2008 at 12:57 pm Permalink



    a entrevista deles pro fotosite tb foi de chorar!

  4. Umbigo 3 July 2008 at 3:51 pm Permalink

    Umbigo meu nome é umbigo

  5. Bruna Sier 3 July 2008 at 11:01 pm Permalink

    Incrivel e merecido!
    Talento demais.

    (:

  6. Edmar Melo 4 July 2008 at 2:52 pm Permalink

    Parabéns pela entreveista. É muito confortante saber que tem novidade boa na fotografia brasileira. Espero que seja um pontapé para a renovação do que já é muito bom.
    Abraços
    edmar melo

  7. paulinha 15 October 2008 at 10:59 pm Permalink

    CLAP CLAP CLAP!!!

    PALMAS P. QUEM ENTREVISTOU E PROS ENTREVISTADOS!!

    TROCA DE IDEIAS JUSTA EM PROL DA FOTOGRAFIA!

  8. Rose May Carneiro 12 October 2009 at 12:34 am Permalink

    Ótima entrevista! Esses meninos são muito bons. Tive a oportunidade de participar de um workshop com eles, nesse último Paraty em Foco. Percebi, in loco, o que foi dito aqui: a fotografia precisa ser pensada para só depois ser concebida. Vida longa ao Cia de Foto!
    Grande abraço,
    Rose May Carneiro
    rosemaybsb@gmail.com

  9. Ronaldo Entler 7 November 2009 at 11:22 am Permalink

    Devagar, vou descobrindo o Olha Vê. Excelente entrevista.


Comente